Lofi Nordestino: Ruídos do Nordeste
- Camila Santos
- 7 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
O Lofi Nordestino e suas vertentes
Recentemente, um produtor musical tem chamado muito a atenção nas redes sociais ao lançar um novo e envolvente subgênero de Lo-Fi: o Lofi Nordestino. Unindo beats suaves com a essência e os ritmos do Nordeste, esse som vem conquistando cada vez mais ouvintes nas camadas virais da plataforma.
O músico e produtor Seuab, de Pedra Branca (CE), vem, há alguns anos, reinventando o Lo-Fi Hip-hop. Ele tira o gênero dos quartos fechados e o leva para passear pelas paisagens vivas que traduzem o que há de mais autêntico no Nordeste brasileiro.
Dentro do que chamamos de Lofi Nordestino, se encontra uma pluralidade de gêneros, produtores e experimentações que vêm expandindo e recriando o gênero, ano após ano. Um grande exemplo é o trabalho feito por Seuab, que vem há alguns anos misturando Lo-Fi Hip-Hop com diferentes variações do forró, como Xote, Baião, criando sonoridades que são, ao mesmo tempo, nostálgicas e inovadoras. Já o músico e produtor Nosllyah, de Maragojipe (BA) mergulha na musicalidade baiana, para também trazer uma nova visão ao Lofi, mesclando os beats suaves característicos do gênero, com o Pagodão da Bahia, o Ijexá e outros ritmos afro-baianos.
Além deles, outras colaborações exploram essa riqueza sonora com maestria e curiosidade, atravessando gêneros como Coco, Samba de Roda e tudo aquilo que faz o Nordeste vibrar. Essas fusões sonoras aparecem em nomes como AxioM-R, que segue explorando os subgêneros do forró em suas produções, criando paisagens que misturam tradição e contemporaneidade. Assim como Apache Boom Beats, que aposta numa abordagem ainda mais experimental, brincando com texturas e batidas que expandem as possibilidades do Lofi Nordestino.
Outro exemplo, é o produtor baiano Fellinha, que chamou atenção com sua faixa chamada Berimbau, onde combina vozes marcantes, elementos de world music e referências da cultura afro-brasileira, como o berimbau, as claves de Ijexá e o triângulo, para criar uma ponte entre o forró e novas sonoridades. Por fim, o alxnd. vem trilhando um caminho fortemente conectado à linguagem do forró, mas se destacando pelo uso expressivo de teclados e synths, como podemos ouvir na faixa mandacaru, que renova a estética do gênero com camadas de teclas e atmosferas sutis.
Você também pode encontrar diversos outros produtores que fazem parte desse movimento na compilação abaixo que saiu no ano passado.


